terça-feira, 19 de julho de 2011

Questão Coimbrã

Questão Coimbrã (também conhecida como Questão do Bom Senso e Bom Gosto) foi uma polémica literária ocorrida em meados do século XIX em Portugal. Contrapunha os defensores do status quo, desatualizados em relação à cultura europeia, e um grupo de jovens escritores estudantes em Coimbra, que tinham assimilado as ideias novas.

domingo, 19 de junho de 2011

Geração de 70

Geração de 70 ou Geração de Coimbra foi um movimento académico de Coimbra do século XIX que veio revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa, da política à literatura, onde a renovação se manifestou com a introdução do realismo. Num ambiente boémio, na cidade universitária de Coimbra, Antero de Quental, Eça de Queiroz, Oliveira Martins, entre outros jovens intelectuais, reuniam-se para trocar ideias, livros e formas para renovação da vida política e cultural portuguesa. 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Conferencias Democráticas do Casino Lisbonense

As Conferências do Casino ou Conferências Democráticas do Casino Lisbonense realizaram-se na primavera de 1871 (de 22 de março a 26 de junho de 1871) numa sala alugada do casino situado no Largo da Abegoaria, em Lisboa. Foram impulsionadas pelo poeta Antero de Quental, que, sob a influência das ideias revolucionárias de Proudhon, insuflou no chamado grupo do Cenáculo (também conhecido como Geração de 70) o entusiasmo para realizá-las.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Vencidos da Vida

Vencidos da Vida é o nome por que ficou conhecido um grupo informal formado por personalidades intelectuais de maior relevo da vida cultural portuguesa das últimas três décadas do século XIX, com fortes ligações à chamada Geração de 70. O nome do grupo, ao que parece, foi adotado por sugestão de Joaquim Pedro de Oliveira Martins e decorre claramente da renúncia dos seus membros às aspirações da juventude.
O grupo reunia-se para jantares e convívios semanais no Café Tavares, no Hotel Bragança ou nas casas dos seus membros, tendo-se mantido ativo entre 1887 e 1894.

Os Vencidos da Vida foram definidos pelo escritor Eça de Queiroz - um dos seus membros tardios - como um grupo jantante. O grupo assumia o carácter de uma sociedade exclusivista, congregando vultos da literatura, da política e frequentadores das rodas mundanas e aristocráticas.

sábado, 19 de março de 2011

Realismo e naturalismo

Em Portugal o Realismo e o Naturalismo, à semelhança do que ocorre com a literatura francesa, são duas direcções estéticas com certa independência. Saindo do Realismo, a que é posterior cronologicamente, o Naturalismo dele se diferencia por conduzir a ciência para o plano da obra de arte, fazendo desta como que meio de demonstração de teses científicas, especialmente da psicopatologia. O Realismo, mais esteticizante, embora se apoie no que as ciências do século XIX vinham afirmando e desvendando, não vai até à profundidade analítica do Naturalismo, donde advém a sua não preocupação pela patologia, caracterísitca do romance naturalista. A par disso, enquanto no Naturalismo implica uma posição combativa, de análise, dos problemas que a decadência social evidenciava, fazendo da obra de arte uma verdadeira tese com intenção científica, o Realismo apenas “fotografa” com certa isenção a realidade circundante, sem ir mais longe na pesquisa, sem trazer a ciência, dissertativamente, para o plano da obra. O romance realista encara a podridão social usando luvas de pelica, numa atitude fidalga de quem deseja sanar os males sociais, mas sente perante eles profunda náusea, própria dos sensíveis e estetas. O naturalista, controlando a sua sensibilidade, ou acomodando-a à ciência, põe luvas de borracha e não hesita em chafurdar as mãos nas pústulas sociais e analisá-las com rigorismo técnico, mais de quem faz ciência do que literatura.






domingo, 26 de dezembro de 2010

Os maias

Acão principal e Acão secundária da obra “os Maias”
A Acão principal d' Os Maias, desenvolve-se segundo os moldes da tragédia clássica - peripécia, reconhecimento e catástrofe. A peripécia verificou-se com o encontro casual de Maria Eduarda com Guimarães; com as revelações casuais do Guimarães a Ega sobre a identidade de Maria Eduarda; e com as revelações a Carlos e Afonso da Maia também, sobre a identidade de Maria Eduarda. O reconhecimento, acarretado pelas revelações do Guimarães, torna a relação entre Carlos e Maria Eduarda uma relação incestuosa, provocando a catástrofe consumada pela morte do avô; a separação definitiva dos dois amantes; e as reflexões de Carlos e Ega



Acão Secundária
Pedro da Maia conhece Maria Monforte por quem se apaixona violentamente e com quem casa, contra a vontade do pai. De repente, a felicidade de Pedro acaba, quando Maria Monforte foge com Tancredo, um napolitano por quem se enamora, levando consigo a filha Maria Eduarda. Pedro, desesperado, dirige-se para o Ramalhete e, após contar tudo ao pai, suicida-se, deixando o seu filho Carlos a Afonso.

Espaço(físico, psicológico e social)

Espaço Físico
A maior parte da narrativa passasse em Portugal, mais concretamente em Lisboa e arredores.                                               
Em Santa Olávia passasse a infância de Carlos. É também para lá que este foge quando descobre a sua relação incestuosa com a irmã.                                                                                                                                                                            Em Coimbra passam-se os estudos de Carlos e as suas primeiras aventuras amorosas.                                                       
É em Lisboa que se dão os acontecimentos que levam Afonso da Maia ao exílio; é em Lisboa que sucedem os acontecimentos essenciais da vida de Pedro da Maia; e é também lá que decorre a vida de Carlos que justifica o romance - a sua relação incestuosa com a irmã.                                                                              
O estrangeiro surge-nos como um recurso para resolver problemas. Afonso exila-se em Inglaterra para fugir à intolerância Miguelista; Pedro e Maria vivem em Itália e em Paris devido à recusa deste casamento pelo pai de Pedro. Maria Eduarda segue para Paris quando descobre a sua relação incestuosa com Carlos. O próprio resolve a sua vida falhada com a fixação definitiva em Paris.                       
Deve referir-se como importante espaço exterior Sintra, palco de vários encontros, quer relativos à crónica de costumes, quer à relação amorosa dos protagonistas.
Espaço Social
O espaço social comporta os ambientes (jantares, chás, soirés, bailes, espectáculos), onde atuam as personagens que o narrador julgou melhor representarem a sociedade por ele criticada - as classes dirigentes, a alta aristocracia e a burguesia.
Destacamos o jantar do Hotel Central, os jantares em casa dos Gouvarinho, Santa Olávia, a Toca, as corridas do Hipódromo, as reuniões na redação d' A Tarde, o Sarau Literário no Teatro da Trindade - ambientes fechados de preferência, por razões de elitismo.           
O espaço social cumpre um papel puramente crítico.

Espaço Psicológico
O espaço psicológico é constituído pela consciência das personagens e manifesta-se em momentos de maior densidade dramática. É sobretudo Carlos, que desvenda os labirintos da sua consciência. Ocupando também Ega, um lugar de relevo. Destacamos, como espaço psicológico, o sonho de Carlos no qual evoca a figura de Maria Eduarda; nova evocação dela em Sintra; reflexões de Carlos sobre o parentesco que o liga a Maria Eduarda; visão do Ramalhete e do avô, após o incesto; contemplação de Afonso morto, no jardim.                                                                     
Quanto a Ega, reflexões e inquietações após a descoberta da identidade de Maria Eduarda.                                                          

Tempo (do discurso e da Historia)

Tempo do discurso
Na obra, o discurso inicia-se no Outono de 1875, data em que Carlos, concluída a sua viagem de um ano pela Europa, após a formatura, veio, com o avô, instalar-se definitivamente em Lisboa.

Tempo histórico
Do Outono de 1875 a Janeiro de 1877 - data em que Carlos abandona o Ramalhete - existe uma tentativa para que o tempo histórico (pouco mais de um ano da vida de Carlos) seja idêntico ao tempo do discurso - cerca de 600 páginas - para tal Eça serve-se muitas vezes da cena dialogada.

Narrador
O narrador é heterodiegético, ou seja, não é uma personagem histórica.
Assume geralmente uma atitude de observador

Elementos Simbólicos
O Ramalhete;
A Toca;
Santa Olávia simboliza a vida e a regeneração dos dois varões da família;
Sintra nela se representa a beleza paradisíaca
Lisboa nela esta simbolizada a decadência nacional, onde se destaca a estatua de camões

Coimbra é onde Carlos teve a sua formação académica


Caracterização das personagens da obra






sábado, 25 de dezembro de 2010

A Educação n' Os Maias

     Uma das temáticas centrais do romance de Eça é, inequivocamente, a educação.

     Este facto compreende-se porque a problemática, de acordo com a estética naturalista, é fundamental na caraterização das personagens e porque assume, nas obras do escritor, uma representatividade considerável.

A Educação portuguesa e a Educação inglesa