quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Batalha de Aljubarrota

A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de agosto de 1385 entre tropas portuguesas com aliados ingleses, comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano e seus aliados liderados por D. João I de Castela. A batalha deu-se no campo de São Jorge, pertencente à freguesia de Calvaria de Cima, concelho de Porto de Mós, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre o referido concelho e Alcobaça .

O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos, o fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I, Mestre de Avis, como rei de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis.



terça-feira, 5 de outubro de 2010

D. Nuno Alvares Pereira

D. Nuno Álvares Pereira (O. Carm.), também conhecido como o Santo Condestável
24 de Junho de 1360  Lisboa, 1 de Novembro de 1431.

Considerado como o maior guerreiro português de sempre e um génio militar. Comandou

forças em número inferior ao inimigo e venceu todas as batalhas que travou. É o patrono da infantaria português.




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Resumo do episódio da Batalha de Aljubarrota

Vasco da Gama conta a História de Portugal ao Rei de Melinde, referindo a morte de D. Fernando e respectivas consequências, e referindo também D. João, Mestre de Avis, e toda a sua história de nomeação a Regedor e Defensor do Reino. Dá desenlace à batalha contra
Castela que se travou em 14 de Agosto de 1383.
O Rei de Castela invade Portugal, e poucos eram os que queriam combater pela Pátria. Mas os que estavam dispostos a defender o seu Reino, onde se destacava Nuno Álvares Pereira, iriam defende-lo com a convicção da vitória, pois o país vizinho tinha enfraquecido bastante no reinado de D. Fernando e D. João I era garantia de valor e sucesso e nunca Portugal tinha saído derrotado dos combates contra os Castelhanos.
No início desta batalha, o som da trombeta castelhana causa efeitos não só nos guerreiros, como nas mães, que apertam os filhos ao peito, e também na natureza: o Guadiana, o Alentejo, o Tejo ficam assustados!
Na descrição da batalha, destacam-se as atuações de Nuno Álvares Pereira e de D. João, Mestre de Avis; salienta-se também o facto dos irmãos de Nuno combaterem contra a própria Pátria, acabando por morrer numa batalha em que foram traidores de Portugal.

No final, Camões refere o desânimo e a fuga dos Castelhanos, que novamente foram derrotados pelos lusitanos.

domingo, 3 de outubro de 2010

Velho do restelo

Vasco da Gama, herói de “Os Lusíadas”, de Camões, conta ao rei de Melinde a história de seu país. Na parte final de seu relato, Vasco fala-lhe de sua própria viagem. No inicio dela situa-se um dos episódios mais celebres da obra: O Velho do Restelo. O sentido do discurso atribuído ao Velho é bastante claro, não obstante, o episodio coloca alguns problemas quanto ao pensamento do poeta relativamente à questão tratada.

sábado, 2 de outubro de 2010

Reflexoes do Poeta

Em Os Lusíadas, o plano das reflexões do poeta é extramente importante, uma vez que é nele que estão expressos os conselhos e as críticas do sujeito poético dirigidas aos Portugueses. Nessas reflexões, há louvores e queixas, pois por um lado, realça o valor das honras e da glória alcançadas por mérito próprio e, por outro, lamenta que muitos se arrastem pelo poder corrupto do dinheiro, pela cobiça, ambição e tirania, honras vão que não dão verdadeiro valor ao homem; faz a apologia das letras e da cultura; exorta D. Sebastião a dar continuidade à obra grandiosa do povo português; confessa estar cansado de não se sentir reconhecido artisticamente e tece considerações sobre a fragilidade da condição humana, alertando para os perigos que a todo o momento espreitam e que o homem tem de enfrentar.

A Viagem de Vasco da Gama à Índia

Após a citação do chamado Velho do Restelo, deu-se a partida; ficaram para trás as terras portuguesas e apenas o mar e o céu infinitos cabiam na visão dos lusitanos.
Já lá iam cinco dias e os portugueses navegavam “por mares nunca de antes navegados”, até que nessa quinta noite da viagem uma tempestade os atormentou. Essa tempestade “viva” falou para os portugueses dizendo-lhes quem era e dando-lhes a entender que não eram os primeiros a tentar passar para o “outro lado” da costa africana. Tempestade essa à qual se chamou  de Gigante Adamastor, por ter dificultado a travessia aos portugueses.
Prosseguia a viagem já no Oceano Índico e ao mesmo tempo era preparado o Concílio dos Deuses onde iria ser decidido se os portugueses deveriam ou não chegar à Índia.
Nesse concilio estavam reunidos os deuses, eram defendidas diferentes ideias e era Júpiter o pai dos deuses que falava; ele destacava outros feitos grandiosos já antes conseguidos pelos Assírios, Persas, Gregos e Romanos, mas realça as dificuldades e perigos que os portugueses passaram. Baco era dos que mais se opunha ao concretizar dos objectivo lusitanos, pois assim ele ficaria sem a fama e a glória que anteriormente tinha conquistado no Oriente e seria esquecido por todos caso o povo de Portugal lá chegasse.
Contra Baco estava Vénus que achava os portugueses um povo descendente dos Romanos, os quais muito tinha glorificado, era agora a vez de glorificar os portugueses.
Quando foi aprovada a decisão do Concílio, Baco decidiu intervir, preparando uma cilada aos portugueses; desceu à Terra sob a forma de humano e enganou o rei de Moçambique, pois disse-lhe que o povo português era um povo traiçoeiro e mentiroso.
Assim conseguiu que o um falso piloto os dirigisse para uma ilha abandonada onde seriam destruídos, mas Vénus interveio e afastou a armada do perigo, fazendo-os voltar ao rumo certo. Continuando a tentativa de destruição dos portugueses, Baco consegue que uma doença, o escorbuto, os apanhasse e causasse a morte a muitos.
Aqueles que sobreviveram à doença, seguiram viagem e avistaram Melinde onde foram bem recebidos. Saindo de Melinde e prosseguindo o trajeto, foram apanhados por uma tempestade da qual todos escaparam e por fim foi avistada terra de novo; era finalmente a Índia.
Regressando a Lisboa fizeram “uma paragem” pela Ilha dos Amores, pois Vénus achou que os portugueses mereciam tal recompensa e deu-lhes a companhia das belas ninfas e concedeu a Vasco da Gama o conhecimento da Máquina do Mundo.
Continuando o caminho para a pátria, avistaram terra e entraram pela foz do Tejo, sempre bem recebidos pelo povo, especialmente pelo Rei que fez com que os seus feitos jamais fossem esquecidos, liberou para que estes ficassem registados sob a forma de escrita e concebeu-lhes toda a honra e glória que eles verdadeiramente mereciam.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ilha dos Amores

-Quem proporciona este “prémio” aos portugueses é a Deusa Vénus.
- O objetivo era dar aos portugueses o merecido descanso numa ilha, depois de terem passado tantas dificuldades e perdido tantos anos de vida na sua grande aventura.
- A Ilha dos Amores simboliza o porto e prémio aos navegadores, a glorificação pelos feitos heroicos, a imortalidade do nome, para sempre gravado na História. E o Amor representa a vitória sobre o desconcerto do mundo, afinal travara “u'a famosa expedição / contra o mundo rebelde”.
- Pode significar prémios a dar pelo rei e pela nação.
- No decorrer da cerimónia de entrega das coroas de louros aos marinheiros e a Vasco da Gama, o poeta dirige-se àqueles que querem ser famosos e aconselha-os do caminho que devem seguir.
O poeta dirige-se também aos seus contemporâneos tentando fazer com que eles despertassem do ócio e do adormecimento, a pôr de lado a cobiça e tirania, a serem justos e a lutarem pelo seu país e pelo rei. Só se o fizessem seriam eternizados como os marinheiros e seriam também recebidos na ilha de Vénus.